quinta-feira, 26 de março de 2009

[Lentamente, recolhe o olhar. Cada]

Lentamente, recolhe o olhar. Cada
Movimento é perpétuo, se for
De teu desejo imenso e anterior
Ao acto de captar a luz. Alada,

Evola entre veredas. Por um nada,
Uma réstia oblíqua em redor
Do tempo, aguarda um traço, rumo ao mor
Destino – teu olhar puro. Dependurada,

Ficaria a tela, a obra última, canto
Supremo de poeta infante, pleno
De música, de ritmo, de memória,

Escultura de pedra fria, encanto
Que ganha vida, alento. Pois sereno
Fica quem reinventa o andor da História.

1 comentário:

Alvaro Giesta (pseud) disse...

Tenho-o andado a ler em silêncio.
Admiro a sua extraordinária poesia.
Os meus parabens
Alvaro Giesta