Agora que incide na face
da flor o desperto olhar e
no íntimo se esculpem
as formas, as cores, o próprio
desejo de se fundirem
as almas
e de novo ser uno,
universal.
Agora que as mãos se enlaçam
e indagam o supremo gesto da
criação do signo,
do significado.
Agora é tempo de edificar
o poema,
de corromper o silêncio.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
[com uma brandura]
com uma brandura
milenar
a areia acolhe
o mar
como se fosse fecundada
de espuma breve
de sol e sal
milenar
a areia acolhe
o mar
como se fosse fecundada
de espuma breve
de sol e sal
terça-feira, 29 de julho de 2008
[agora]
agora
que sabes
o lugar dos sentidos
se descobre
perante teu olhar
se desnuda
um convite se promove
para que ascendas
e murmures
sephira tiphereth
que sabes
o lugar dos sentidos
se descobre
perante teu olhar
se desnuda
um convite se promove
para que ascendas
e murmures
sephira tiphereth
segunda-feira, 28 de julho de 2008
[cada sílaba]
cada sílaba
traz a ardência
de antigas
formas
esculturas
legadas
a cada olhar
como se
de uma árvore
mil ramos
se derramassem
em sentidos
múltiplos
traz a ardência
de antigas
formas
esculturas
legadas
a cada olhar
como se
de uma árvore
mil ramos
se derramassem
em sentidos
múltiplos
domingo, 27 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
[Adormecera na branda e]
Adormecera na branda e
branca espuma do mar
e no dorso
das ondas
deixou o sonho
embarcar
Nesse instante
tão curto
como derradeiro
saboreou
a maçã do saber
e soube o preço da liberdade
Perdera deus
ganhara vida
branca espuma do mar
e no dorso
das ondas
deixou o sonho
embarcar
Nesse instante
tão curto
como derradeiro
saboreou
a maçã do saber
e soube o preço da liberdade
Perdera deus
ganhara vida
sexta-feira, 25 de julho de 2008
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