o ordenador
do caos
é o que a arte
sente
a arte
sonha
e a vida
avista
sob o voo
de uma ave
cujo corpo
como seu
habita
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
[o oleiro]
o oleiro
regressara
incompleta
a obra
aguarda
paciente
que as mãos
na argila
reencontrem
a mágica
fórmula
de acordar
a secreta
forma
nela
oculta
regressara
incompleta
a obra
aguarda
paciente
que as mãos
na argila
reencontrem
a mágica
fórmula
de acordar
a secreta
forma
nela
oculta
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
[O guardião do templo aguarda]
O guardião do templo aguarda
que da última pedra
reste somente a memória
como se cada palavra
de cada poema
a vida ganhasse
na voz de outrém
Ao sabor das sílabas
que os rios sussurram
ao sentirem o parto
da sua agonia
o mar
ele espera
que se edifique um novo sentido
um mistério sempre renovado
a cada instante
em cada momento
de um eterno caminho em demanda
da perfeição
Sente
por sob a sua pele
que a essência do universo
está no âmago
de cada átomo
de cada estrela
de cada galáxia
de cada palavra
Na construção do poema
sabe que indaga a impossível
comunicação
o respirar de cada verso
como se o sangue
da suprema linguagem
em cada fôlego
se pronunciasse
que da última pedra
reste somente a memória
como se cada palavra
de cada poema
a vida ganhasse
na voz de outrém
Ao sabor das sílabas
que os rios sussurram
ao sentirem o parto
da sua agonia
o mar
ele espera
que se edifique um novo sentido
um mistério sempre renovado
a cada instante
em cada momento
de um eterno caminho em demanda
da perfeição
Sente
por sob a sua pele
que a essência do universo
está no âmago
de cada átomo
de cada estrela
de cada galáxia
de cada palavra
Na construção do poema
sabe que indaga a impossível
comunicação
o respirar de cada verso
como se o sangue
da suprema linguagem
em cada fôlego
se pronunciasse
domingo, 4 de janeiro de 2009
[o guardião]
o guardião
adormecera
ao templo
chegara
o tempo
de abrir
de ser recinto
onde as palavras
trepam
pelas paredes
para te abraçarem
e contigo
partirem
adormecera
ao templo
chegara
o tempo
de abrir
de ser recinto
onde as palavras
trepam
pelas paredes
para te abraçarem
e contigo
partirem
sábado, 3 de janeiro de 2009
[o escultor]
o escultor
ergue
a obra
a respiração
liberta
da pedra
inertes
seriam
as mãos
do sonho
se não sentissem
a forma
oculta
ergue
a obra
a respiração
liberta
da pedra
inertes
seriam
as mãos
do sonho
se não sentissem
a forma
oculta
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
[o despertar dos sentidos]
o despertar dos sentidos
é um verso
que demanda o centro
imenso abismo
por onde o corpo promove a queda
o voo
e abraça o mundo
é um verso
que demanda o centro
imenso abismo
por onde o corpo promove a queda
o voo
e abraça o mundo
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
[o corpo]
o corpo
suspenso
penso
no verso
conjunto
o tempo
suspenso
o olhar
e retorno
com o vento
ao ventre
das estrelas
suspenso
penso
no verso
conjunto
o tempo
suspenso
o olhar
e retorno
com o vento
ao ventre
das estrelas
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